Mostrando postagens com marcador Parto em casa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Parto em casa. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A escolha consciente do parto em casa

    De acordo com a parteira Marília Largura, “escolher dar à luz em casa, constitui uma decisão totalmente responsabilizante”, pois ninguém mais será responsável pelo seu parto senão você. Por isso é extremamente importante ter noção do que irá acontecer e estar muito bem informada. Ter contato com pessoas que já vivenciaram essa experiência ajuda bastante, hoje nas redes sociais há diversos grupos em prol da humanização do parto e do parto domiciliar, onde os membros são maioria casais, médicos, parteiras, doulas e ativistas adeptos ao tema e colocam em discussão assuntos relacionados e todos podem contribuir com conhecimento e tirar dúvidas.
      O primeiro passo para que o parto seja um sucesso é fazer um bom pré-natal e certificar-se de que você e o bebê estão realmente saudáveis, esse acompanhamento deve ser feito preferencialmente por um profissional humanista, que já tenha muita experiência com o tipo de parto que você deseja para que no final você não tenha surpresas desagradáveis, e se necessário, procure outros médicos.
     Saiba que a decisão deve ser concordada pelo casal, não adianta você estar  animada com a ideia, se seu companheiro não está de acordo. Mas isso não significa que você deva desistir de seu sonho, ajude seu parceiro, tente esclarecer suas dúvidas, com as mesmas informações que te fizeram avaliar que o parto em casa é seguro. Uma boa alternativa é convidar uma Doula para que além de te acompanhar em todo o processo do parto, converse com seu marido, assim ele ficará mais tranquilo com a escolha.
      A escolha pelo parto domiciliar merece muito tempo de antecedência, pois vocês têm que se preparar para algumas mudanças de hábito e principalmente assimilar a ideia e ter certeza de que é a melhor opção. Os profissionais que irão lhe atender também devem ser contratados com antecedência, pois geralmente eles trabalham em equipes bem pequenas ou muitos sozinhos e por isso têm que se organizar.
     A notícia da escolha do casal pode ser divulgada à família, mas não é uma obrigatoriedade. Se seus familiares forem um tanto resistentes ao assunto vocês podem ir falando aos poucos, e se perceberem que ainda há quem seja contrário, não o convide para estar presente no parto, ele poderá atrapalhar.

A dor

   Marília Largura atenta também para esse vilão que intimida muitas mulheres e diz que ela existe sim, “é uma realidade que não pode ser negada”. Vivemos em uma sociedade que usa todos os artifícios possíveis para fugir da dor. Ela está presente no cotidiano de milhões de pessoas, que correspondem coletivamente pelo uso ilimitado de toneladas de analgésicos, uma solução estritamente química e eficaz somente a curto prazo.
  A mulher, ao dar à luz, traz sua bagagem, suas experiências que tiveram início quando criança nas primeiras quedas e machucados, nas doenças próprias da infância, nas frustrações e desejos não satisfeitos. Passou por momentos de dor física e psíquica. Quando adulta e grávida, ela deve se preparar de maneira realista para o imenso desafio que representa o trabalho de parto. 
    Embora possa parecer louvável o ponto de vista humano, não devemos amenizar o fato com palavras substitutas como “contração” ou “desconforto”. A verdade deve ser dita para evitar que ela se descontrole no momento da dor, o que iria prejudica-la ainda mais. A dor aparece sempre num contexto que influencia a maneira pela qual nos atinge.
    Entre os fatores que aumentam a nossa percepção da dor, estão o medo, o estresse mental, a tensão, a fadiga, o frio, a fome, a solidão, o desamparo social e afetivo, a ignorância do que está acontecendo, um meio estranho ao que estamos habituados. Entre os fatores que reduzem nossa percepção da dor, temos o relaxamento, a confiança, uma informação correta, o contato contínuo com pessoas familiares e amigas, o fato de estar ativa, descansada e bem alimentada num meio familiar confortável e o fato de permanecer no instante presente e de viver as contrações uma a uma.

Marilia Largura é Parteira e formada em Enfermagem pela Escola da Cruz Vermelha e Doutora pela UFRJ, participou ativamente de mais de 5 mil partos e hoje com 76 anos continua atendendo a partos domiciliares e é também a autora do livro “A assistência ao parto no Brasil” que aborda temas como o parto humanizado e domiciliar.

Contato: mlargura@ajato.com.br
www.partohumanizado.com.br

domingo, 27 de novembro de 2011

Programa Vida e Saúde fala sobre Parto Domiciliar

      O Programa Vida e Saúde que foi ao ar no dia 26/11/2011 teve como um dos assuntos abordados o parto domiciliar e contou com a participação especial da Joyce Koettker e da Iara Silveira que são integrantes da Equipe Hanami de Florianópolis.

  
      A pauta foi sugerida por mim, Evelyn, como parte final do meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e para isso o blog tinha que ser divulgado na mídia. Apesar de ter sido uma matéria curtinha, foi muito bom ter tido essa experiência não somente por ter cumprido um requisito do trabalho, mas, por levar esse assunto de uma maneira tão aberta e ter sido tão bem recebido. 


    Clique no link e assista a nossa participação que está no primeiro bloco do programa.   

   Confira as fotos do making of da reportagem que foi gravada no dia 11 deste mês no Parque de Coqueiros e além das Hanamigas, a Maíra Biral que teve parto domiciliar com o acompanhamento da equipe, também participou.

Joyce Koettker
Foto: Evelyn Silvero

Iara Silveira
Foto: Evelyn Silvero

Maíra Biral
Foto: Evelyn Silvero

Evelyn Silvero
Foto: Cinegrafista RBS TV


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A sensibilidade de uma parteira

Sabe aquela imagem idealizada da figura da parteira: velhinha, cabelos brancos, apalpando a mulher em trabalho de parto?

Não, a Tamara não é assim! E muito pelo contrário, é super jovem, cabelos curtos e olhos azuis. Ah! E tem um sotaque um pouco diferente, pois ela é Alemã e vive aqui em Florianópolis há pouco mais de quatro anos. Agora conheça um pouco sobre sua formação e entenda como é o trabalho de uma parteira.
Tamara Hiller é parteira graduada e trabalha independente há pelos menos seis anos. Nascida na Alemanha, onde é comum o trabalho das parteiras nos cuidados com a gestante. Lá essa formação é regulamentada pelo sistema de saúde, onde também os médicos formados não são tão necessários quanto às midwives.
No período em que cursava a faculdade, Tamara fazia estágio atendendo a partos domiciliares e em casas de parto. Acompanhava também o pré-natal e no pós-parto. Diferentemente do Brasil, na Alemanha os médicos quase não atuam na obstetrícia, ele são proibidos de atenderem gestantes sem o acompanhamento de uma parteira, mesmo se tratando de cesárea. Já as parteiras podem fazer todo o trabalho sem a supervisão de um médico.
Tamara Hiller
Foto: Evelyn Silvero
Enquanto trabalhava em seu país de origem Tamara realizou cerca de 300 partos, quase todos junto com mais uma profissional. O atendimento era feito desde o início da gestação, e para isso as parteiras se especializam em atividades que irão auxiliar no preparo do corpo da mulher. As mais procuradas eram a massagem perineal, ginástica pélvica, ioga para gestante e bebê, acupuntura, shantala e curso de preparação para casais. Essas atividades e as consultas eram realizadas nas casas das parteiras ou em casa de parto, mas bem diferentes das que tem no Brasil.
Há quase quatro anos, já no Brasil, nasceu a filha da Tamara, e como não poderia ser diferente, foi em casa e teve o acompanhamento da Equipe Hanami, em Florianópolis. “Foi muito lindo, e eu já sabia como ia ser”, declara. Foram 20 horas de trabalho de parto, e ressalta que as mulheres devem se preparar, pois o parto demora mesmo, é um trabalho árduo e pode levar a mulher aos limites.

E explica que é muito importante não chamar a parteira, ou obstetriz cedo demais, a mulher deve descansar, dormir, caminhar, meditar, estar relaxada, pois será ela quem irá fazer o parto. Segundo Tamara, o problema é que “falta muito preparo das mulheres, elas tem muito medo, deve–se excluir esses pensamentos e perguntas internas, deixar fluir, se entregar completamente ao trabalho, à partolândia, ela deve se concentrar no movimento. A atividade mental inibe, e isso prejudica”.


Um conselho 

A troca de experiências é uma rica fonte de segurança, a gestante deve se reunir com outras mulheres, ouvir histórias, obter mais informações, o marido tem que participar, encontrar com outros casais, para entender como funciona. Tamara assegura que o parto em casa é mais seguro do que no hospital. Michel Odent recomenda ter mais partos em casa com parteiras. “Olhe nos estudos científicos, pode ser perigoso da mesma maneira do que em um hospital, não acreditar no primeiro médico, deve consultar o histórico de partos do médico, confiar em seu corpo, a mulher precisa sentir isso”. 
O quanto a mulher estiver relaxada interfere em como o bebe vai descer, grande ou pequeno não tem diferença, uma vez que o corpo da mulher de adapta gradativamente para o nascimento. No caso de o bebe estiver sentado, deve-se conversar com a parteira para ver qual procedimento tomar, há técnicas muito eficientes para isso, inclusive acupuntura. Portanto, há uma solução antes de optar pela cesárea.


Os benefícios da presença de uma parteira, segundo ela são inúmeros, e comprova que em todos os atendimentos que realizou, apenas 1% foi necessário optar pela cesariana.
Na opinião da parteira, as crianças devem vivenciar esses acontecimentos e serem preparadas para o parto natural. E dá o exemplo de sua filha que desde pequena lê livros infantis onde as historinhas, são de mulheres parindo em casa, com parteira e toda a família acompanhando. Tamara acredita que com essa educação, sua filha estará com a mente e o corpo preparados, sem medos e preconceitos, livre da indústria da cesárea eletiva. E diz que deve se falar sobre isso com naturalidade para as crianças.
Na atualidade, diversos grupos a favor da humanização do parto estão crescendo, ainda são pequenos, mas muito fortes. Ela cita o livro Parto com Amor, de Luciana Benatti e Marcelo Min onde traz lindas histórias de mulheres e que muito bem formulado já está ajudando e muito na divulgação da importância do respeito ao nascimento. “Se por um lado o avanço tecnológico como o parto industrial esta crescendo, esses movimentos a favor de empoderar as mulheres também está em ritmo acelerado” completa.
Tamara alerta para a importância da escolha pelo parto domiciliar; “o parto é uma das coisas mais seguras. A natureza não está brincando. É impossível uma mulher relaxar em um hospital, com toques, entra e sai, voz alta”.  E diz que até em casa deve se preservar o silêncio, nem a parteira pode atrapalhar. Quem acompanha tem que estar consciente, não falar alto, sem luz forte, ajudar fazendo massagens e apenas observar.



O trabalho de parto é demorado

O acompanhamento é feito com a gestante durante toda a gravidez, a parteira acaba conhecendo muito bem o funcionamento do corpo da gestante, e se na hora do parto acontecer algo inesperado ela saberá como agir.  A parturiente só é encaminhada para o hospital se o parto demorar além do esperado ou se esta exigir algum medicamento para controlar a dor.        
Há partos que demoram mais de uma semana para acontecer, isso ocorre principalmente quando é a primeira gravidez. Nesses casos, a parteira verifica se está tudo bem com o bebê e vai embora, mas fica de prontidão para qualquer chamado da mãe. Segundo Tamara, os partos em geral são um processo demorado. E deve-se esperar com calma, de preferência em casa, pois assim que a mulher der entrada em um hospital, terá que aceitar a rotina daquele lugar, sem privacidade ou autonomia sobre seu corpo. “A mulher tem que dilatar um centímetro por hora, e ter que caminhar, se movimentar para acelerar o processo, isso não está certo”, esclarece e diz que talvez se a mulher for para casa dormir, isso irá acontecer naturalmente, “a mulher sabe, ela pode escutar o corpo dela”, completa.



Empreendedorismo em família

Quando perguntei se ela vai voltar a trabalhar agora aqui no Brasil, respondeu que por enquanto não, pois é um trabalho que exige muita dedicação, tem que estar totalmente envolvida com a gestante e sempre disponível para as emergências. Tamara é casada e tem uma filha de quatro anos, no momento pensa em cuidar da família, aproveitar os momentos com a pequena.
Ela adora falar sobre esse assunto, e diz que ainda se sente como parteira, pois o objetivo de conversar e encorajar as mulheres faz parte do trabalho de uma parteira, e é disso que ela mais gosta.
Foto: site slingando.com

Em Florianópolis, Tamara foi uma das primeiras pessoas a usar o sling para carregar sua filha, o que chamou muita atenção de quem via, a paravam na rua para ver o que era, e perguntavam como era possível carregar uma criança dentro de um pano, chegou a fazer um vídeo explicativo sobre o uso do sling. Hoje ela e o marido confeccionam o produto e vendem pela internet. No site slingando.comTamara reuniu, além de informações sobre tipos de carregadores de bebês e seus benefícios, ela disponibiliza artigos importantes sobre amamentação, deaper  free (técnica do bebê sem faldas) ,entrevistas  com profissionais sobre assuntos relacionados à maternidade e fóruns sobre maternidade consciente.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Parto sem episiotomia e lacerações? Sim isso é possível!

      E a grande aliada para evitar esses acontecimentos desagradáveis é a massagem perineal. A fisioterapeuta gestacional Mariana da Rosa fala um pouco sobre os benefícios dessa massagem e ensina como você pode fazer em casa. Confira.

Quando as gestantes pensam em parto normal, a primeira coisa que lhes vem a cabeça é: E os músculos da vagina? E o corte? E como vai ficar depois?
Aí entra em cena, uma técnica da fisioterapia chamada massagem perineal, onde são feitos alongamentos manuais no tecido da vagina para aumentar a flexibilidade e preparação para a saída do bebê. Junto com a massagem é realizado o fortalecimento do períneo, e essas duas técnicas se feitas em conjunto, diminuem significativamente a necessidade de realizar o corte na vagina chamado de episiotomia e ainda previne uma futura incontinência urinária por fraqueza muscular.

IMPORTANTE: Essa técnica é utilizada a partir de 34 semanas.


INSTRUÇÕES:

- Encontre um lugar onde se possa sentar e estar sozinha, ou com seu parceiro, ininterruptamente.

- Tente ver seu períneo com ajuda de um espelho, note como ele é. Nem sempre será necessário um espelho para essa tarefa!

- Pode usar compressas com toalhas mornas no períneo por 10 minutos, ou tomar um banho morno (de banheira, assento, ou chuveiro, em último caso), caso precise relaxar.

- Lave as suas mãos e peça ao seu companheiro para fazê-lo também, caso ele a ajude nas massagens.

- Lubrifique seus dedos polegares e o períneo. Você pode usar muitos tipos de lubrificantes: Gel Lubrificante Íntimo (encontrado nos hipermercados e farmácias), KY Gel®, óleo de vitamina E, óleo vegetal puro (óleo de semente de uva é uma boa indicação!), etc.

- Coloque seus dedos polegares um pouco dentro de sua vagina, empurre-os para baixo e pressione para os lados. Deve sentir um leve estiramento, formigamento, ou uma leve queimação, mas nada que seja dolorido. Mantenha esse movimento por 2 minutos ou até que região fique levemente adormecida.

Observe a figura:

- Se sofreu uma episiotomia ou lacerações prévias, preste especial atenção ao tecido de cicatrização que, geralmente, não é tão elástico e é onde a massagem deve ser feita mais intensamente, com cuidado.

- Massageie em volta e por dentro da região mais externa da vagina e seus tecidos, onde ela se abre, e mantenha sempre a lubrificação.

- Use seus polegares para puxar um pouco os tecidos, forçando-os a abrirem-se, imagine como seria se a cabeça do seu bebé estivesse fazendo esse movimento na hora do parto.

- Se seu parceiro estiver fazendo a massagem, pode ser muito útil que ele use os polegares. A sensação pode ser mais bem percebida por você, mas não deixe de guiá-lo com suas sensações para que ele saiba qual a pressão que deve utilizar. Nesta massagem, quando ela está sendo feita pelas primeiras vezes, é comum que seja possível usar somente um dedo, até que a musculatura seja trabalhada e possa ser estendida.


ATENÇÃO:

1. Evite mexer no ou abrir o orifício da uretra (logo acima da vagina) para evitar infecções urinárias.
2. Não faça massagens no períneo se você tiver lesões ativas de herpes (isso pode causar o aumento da área das lesões).
3. Pode começar essas massagens em torno da 34a semana de gravidez. Se já passou da 34a semana e ainda não começou, não desista! A massagem pode trazer-lhe benefícios ainda assim. Pode fazê-la pelo menos uma vez por dia.
4. Lembre-se que a massagem sozinha não vai proteger seu períneo, mas ela é parte de um grande esquema. Escolher uma posição vertical para parir (de cócoras, de joelhos, sentada etc.) favorece a distribuição de pressão no períneo. Se escolher parir deitada de lado, isso também reduz muito a pressão no períneo. Deitada de costas, totalmente na horizontal, é a posição para parir em que há mais chances de se provocar lacerações e necessidade de episiotomia.

Fonte: Humpar



Mariana da Rosa é formada pela Faculdade Assis Gurgacz e mora em Toledo no Paraná.
Seu principal trabalho é com a saúde da gestante, pré, peri e pós-parto. Além de atender particular, mantém parceria com a Secretaria de Saúde do Município de Toledo acompanhando gestantes e preparando para o parto.
A clínica fica na Rua Santos Dumont anexo ao Hospital Bom Jesus
Telefone para contato 45 9945 8148


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

"Fiquei com vontade de virar parteira"

   A decisão da administradora Mariana Maffeis Feola, 32 anos, de escolher o parto domiciliar para o nascimento da filha Joana além de ter transformado completamente a vida dela, ajudou a dar visibilidade nacional à técnica. Mariana, é filha da apresentadora do programa Mais Você da Rede Globo, Ana Maria Braga, que desde que a neta nasceu o tema é recorrente no programa diário.  
   Em uma pequena entrevista, Mariana conta como foi sua preparação física e psicológica, as surpresas no meio do caminho, fala sobre a descoberta como mãe, e muito mais, confira com exclusividade a íntegra da entrevista.
 Mariana e Joana
Foto: Arquivo pessoal

Como foi a escolha pelo parto domiciliar?
A escolha pelo parto domiciliar foi, segundo palavras do maridão, sem querer-naturalmente! Nossa amiga e doula nos deu aulas de ioga no período gestacional e ela mesma havia ganho sua pequena em um parto domiciliar. Após frequentar um encontro de gestantes sobre o tema, sabíamos o porquê de nossa presença lá: teríamos um parto domiciliar para o nascimento de nossa filha. Aquela era a opção que ia ao encontro de nossos anseios mais íntimos. Por ser a nossa professora instrutora de ioga, havíamos inicialmente pensado que partos domiciliares eram para pessoas como ela apenas, com uma relação com o corpo altamente desenvolvida. No encontro de gestantes percebemos que era uma opção viável para todas as famílias que se propusessem a tal.

E a notícia da opção do casal, qual foi a reação dos familiares e amigos?
Inicialmente todos ficaram surpresos e um pouco preocupados. Ao mesmo tempo, sabiam que era a nossa cara. Como li muito e pesquisei sobre o tema, aos poucos os mais amedrontados foram ficando mais confiantes em nossa escolha. O mais importante é o preparo da própria parturiente. Isso sim é crucial!


Foi tudo como você imaginava?
Após lermos muitos relatos, de partos domiciliares em todo o mundo, meu imaginário estava repleto de imagens que se fundiam em uma só: o bebê nascendo! Parturientes na banheira, olhares introspectivos, êxtases. Diversas posições para o nascimento: deitadas, em pé, de cócoras, de quatro. O que seria que aconteceria com a minha experiência? Talvez tudo? Sim, foi isso. Acredito que no fundo da alma talvez saibamos como seriam os nascimentos dos filhos que de nós saem, e sairão. O trabalho de parto é o momento em que esta conexão se estabelece um rodamoinho sem volta; intenso, denso, solene. A surpresa foi a bebê nascer muito rápido no final. Em apenas três ondas de contração para o período expulsivo, nasce uma bebê, quase escorregada, se rompe o cordão naturalmente, e apenas a amiga e doula realmente estava presente no rápido instante do nascimento de Joana. E eu, estava pronta para a vida!

O que mais te surpreendeu durante todo o processo do trabalho de parto e parto?
Me surpreendi com a gama de sensações, até então novas. Mistura de medo, ansiedade, felicidade, responsabilidade. Diversas nóias iam sendo desmontadas, descontruídas. Outras confianças iam aparecendo. O melhor momento, quando a dilatação chegou ao máximo e toda aquela espera havia passado. O momento era de atividade; uma sensação de grande prazer chegou. Eu sabia enfim que a bebê estava para nascer.


Você se alimentou, caminhou, ficou realmente bem à vontade?
Não quis comer nada durante quase todo o trabalho de parto. Estava com o estômago “esquecido”. Apenas ao final de tudo, quando as energias pareciam se esgotar, meu marido surgiu com a cajuína salvadora. Aquilo foi um néctar para a alma. Aquelas calorias foram direto para onde deveriam, e a força voltou. Experimentei diversas posições: sentada, deitada, de quatro; banheira, chuveiro quente nas costas. Dormi profundamente entre ondas de contração! Mas foi dependurada no cabideiro, posição sugerida pela doula, que a bebê veio ao mundo. Aquela sustentação me ajudou muito nos poucos empurrões finais. Sim, fiquei muito à vontade. Estava em casa!

Sobre seu preparo físico e psicológico, o que você procurou saber e quais eram seus receios?(se puder citar algum exercício físico que praticou e livros que você tenha lido)
Li muito e pratiquei muita ioga. Como a doula havia experimentado ela mesma um parto domiciliar, além de ser minha professora de ioga, conversávamos muito sobre o parto. Também frequentamos vários encontros para gestantes. Nas aulas de ioga, fazíamos visualizações e exercícios para o períneo, conjunto de músculos que exercem um papel fundamental no momento final do parto. Também fiz uso do aparato alemão Epi-no, para assim experimentar a dilatação dos músculos do períneo, que ficou intacto! Procurei não alimentar receios. Em realidade a bebê encontrava-se sentada na trigésima semana gestacional e por isso procurei uma profissional que aplicou sessões de acupuntura para relaxar os músculos do útero. Foi na segunda sessão que Joana deu sua cambalhota e meu receio definitivo se diluiu. Gostei muito do livro da parteira americana Ina May Gaskin, Guide do natural Childbirth, que contêm muitos relatos de partos naturais. Quando corpo consente, lindo livro. Parto Ativo, ótimo. Livros do obstetra francês Michel Odent, inspiradores, além dos clássicos do Leboyer, recomendáveis! Gosto de ler, e o tema me motivou muito! Fiquei com vontades de virar parteira!

A Doula já era sua amiga, acredita que a presença dela tenha te deixado mais segura?
Claro que presença da doula dá uma segurança. Ela foi a primeira a chegar, quando o trabalho de parto já estava intenso. Contávamos a duração das ondas, os intervalos entre as mesmas. A presença dela também acalmava Paschoal, meu marido. Ela fez massagens na lombar assim como as parteiras, depois que foram chegando. A doula era minha amiga já, mas nos aproximamos mais após tudo isso.

O que mais mudou na ‘Mariana’ depois da chegada da Joana?

Eita! Que pergunta! Acredito que a própria gestação já é a preparação lenta e gradual para o que está por vir. Assim como o crescimento do bebê, lento e gradual, vai naturalmente nos deixando aptos para a constante mudança que é o viver. Logo após o nascimento, meu corpo estava cheio de ocitocina! O êxtase estava em mim, e o leite também! Após parir em casa, aquele cheiro de tudo no ambiente, tudo é muito favorável para a chegada do novo ser. Logo, a missão era amamentar muito a pequena bebê, e aquela barrigona já estava do lado de fora, ali no colo, experimentando suas primeiras sucções nos peitões da mamãe Mariana. Quem diria! O colostro vai virando leite, a bebê vai virando expert no assunto. São tantas as mudanças! Somos uma só, eu e ela, ela e eu. Conforme ela vai mudando, o mesmo acontece comigo. É tudo junto, entende? A mudança não cessa nunca! Essa é a constante!

E o papai Paschoal, é totalmente a favor e participa das escolhas naturais na criação da Joana? (Diaper free)
Ahh, a temática do “sem –fraldas” já é um outro assunto! Apesar de muitas mães terem experienciado nascimentos naturais para seus filhos, são poucas as que se jogam numa criação tão livre quanto a que a de um bebê sem fraldas pode proporcionar. É fantástico, e muito divertido! A informação começa a se difundir e muitas famílias estão vendo a alegria que é um bebê livre de fraldas. Livrei de fraldas, de assaduras, de pomadas, lencinhos, trequinhos, cheirinhos. É como o bebê deve viver, livre. Paschoal já têm um filho de sua união anterior, que com cinco anos ainda precisa de auxílio para não molhar sua cama. Ele viveu a escravidão das fraldas e pode comparar as duas criações. Um bebê sem fraldas é sim mais ativo, esperto, feliz. É assim tradado com todo o respeito que merece, que anseia.

Se você tivesse uma amiga grávida, aconselharia a ela a fazer o parto em casa?
Conselhos, conselhos, conselhos. Complicado não? O que posso falar é sobre a minha experiência. Há coisas que nem precisam ser ditas e sim observadas. O parto em casa é para o bom observador, que enxerga além dos receios a tamanha felicidade gerada pelo ritual do parto natural, em particular o domiciliar.

Na sua opinião o resgate do parto no aconchego do lar deve ser melhor divulgado?
Já está sendo! Você Evelyn, me fazendo esta entrevista! Muitos profissionais humanizados também são parte importante da engrenagem da mudança, mas o principal são as mulheres, que devem cada vez mais se informar e tomarem para si este momento que é só delas, e de suas famílias. Parir é dar à LUZ! Veja só esta expressão! Nada de dores, incômodos e medos na pauta, e sim LUZ, AMOR, DEVOÇÃO. FAÇA VOCÊ TAMBÉM O SEU PARTO DOMICILIAR! Você pode! Aproveito também para deixar meu contato direto, e minhas novidades: www.mariejoana.wordpress.com . Apesar de ainda não ter redigido meu relato de parto, que logo estará no blog, fiz uma entrevista para a página UOL, sobre o nascimento de nossa filha Joana: http://celebridades.uol.com.br/noticias/redacao/2011/04/06/filha-de-ana-maria-braga-fala-sobre-os-beneficios-do-parto-domiciliar.htm . Não liguem para o título péssimo  “celebridades”, que nada tem a ver conosco. Disponibilizei fotos do nascimento, tiradas pela doula, para que as pessoas pudessem VER do que se trata um nascimento em casa. Divirtam-se!

  

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

10 dicas para se preparar para o Parto Natural

    Os profissionais da área da saúde devem sempre estar atualizados para dar o melhor atendimento aos pacientes e com as Doulas não é diferente. Cristina Melo, a Cris Doula (que já esteve aqui pelo blog lá no início), durante uma pesquisa encontrou um site da Austrália onde a autora publicou, (entre outros assuntos referentes à gestação, parto e cuidados com recém-nascido), dez dicas extremamente importantes para quem deseja ter um parto natural. E resumidamente traduziu para o português e agora eu coloco aqui à disposição de vocês.


1ª Ignore comentários negativos:
Deixe que entre por um ouvido e saia pelo outro, não discuta com pessoas assim, não vale a pena. Você se informou e sabe o que é melhor pra você.


2ª Leia livros de partos e relatos de Partos naturais:
Pesquisas mostram que mulheres informadas tem partos com muito menos complicações do que as outras e diminuem muito as intervenções como analgesia, fórceps, vácuo extrator, cesárea, etc.


3ª Escolha o melhor local para VOCÊ :
Pode ser um parto domiciliar ou hospitalar, mas escolha o local que você se sente mais segura, se for em um hospital particular tenha um médico de confiança atendendo o seu parto, se for público terá de contar com a sorte de qual plantonista será. Converse com seu parceiro e escolham a melhor opção.


4ª Faça um curso para Gestantes:
Muitas maternidades oferecem cursos de gestantes, algumas até de graça, mas esses cursos podem também ensinar as coisas de um olhar totalmente médico, visando procedimentos e intervenções. Procure fazer cursos direcionados ao parto humanizado, ou profissionais que são a favor do parto humanizado para ensinar essas coisas.



5ª Contrate uma Doula: 

A doula é uma profissional treinada e experiente que oferece apoio físico e emocional a mãe antes, durante e após o parto. Em um mundo como o nosso onde o parto é visto como um procedimento médico, a Doula é uma peça importante que relembra que o parto é fisiológico e natural.

A parturiente que tem uma doula no parto, nunca estará sozinha, e sempre bem assistida. Pesquisas realizadas pela Organização Mundial da Saúde mostram que as mulheres acompanhadas por doulas no parto tendem a ter partos mais rápidos e fáceis, pedem menos peridural ou medicamentos para dor e também a cesárea.

Estão menos propensas a pedir a ocitocina para acelerar o trabalho de parto, tem menos problemas com amamentação, Se sentem muito mais satisfeitas e realizadas com a experiência do parto e diminui muito o risco de depressão pós-parto. Quer mais do que isso TUDO?


6ª Dica Faça um plano de parto: 
Esse plano é uma lista de coisas que você deseja que seja feita ou não no seu parto. Como posições de parto, uso de medicamentos, episiotomia, etc.

Não significa que seu parto sairá como o planejado, eu sempre converso e explico que o parto é sempre uma surpresa, algumas vezes realmente temos que aceitar algo quando realmente necessário e que nunca temos garantia de que o parto será como o desejado.

Mas é extremamente importante que a mulher esteja preparada para uma cesárea NECESSÁRIA e preparada para possíveis intercorrências, e para isso é fundamental que a mulher saiba o que é e o que não é motivo para intervenções. Informe-se!!!


7ª Prepare o seu corpo o máximo possível:
Você pode nunca ter ouvido falar da Massagem Perineal mas ela é uma das melhores maneiras de preparar o períneo para evitar lacerações, uma alimentação saudável e exercícios físicos também vão ajudar seu corpo nesse momento.

8ª Familiarize-se com métodos não-farmacológicos para alívio da dor: 
Pratique relaxamento durante a gestação, pense sempre positivo e visualize o bebê nascendo, prepare o local do nascimento. É muito gostoso um local quentinho,com silêncio e privacidade. 
No início do trabalho de parto continue fazendo as suas coisas normalmente, veja TV, coma e bebê, vá ao cinema, durma se for a noite. Não tem motivo para alarde. 
Mantenha-se ativa durante o dia, use a bola, caminhe e ajude seu corpo sem se desgastar demais. Sinta o seu corpo, a magia da natureza agindo e fazendo o que precisa fazer, agradeça que isso esta acontecendo e que seu bebê está chegando.
Coloque uma música lenta e dance com seu companheiro e/ou acompanhante, celebre esse momento, sorria, relaxe o parto é motivo de felicidade.
Solte todo o seu corpo, durante as contrações principalmente, relaxe, vocalize, abra bem a boca e solte a sua mandíbula, isso vai relaxar seu períneo também. Não fique franzindo o rosto e nem deixe seu corpo tenso.

Lembre-se: VOCÊ PODE FAZER ISSO!

Visualize seu corpo funcionando, seu bebê girando e nascendo. Não esqueça de urinar, sempre que sentir necessidade e evacuar também. O seu corpo precisa continuar fazendo as coisas rotineiras. Use aromaterapia, óleos para massagem são bem relaxantes, e ajudam a meditar. Peça uma massagem nas costas quando sentir a contração, a pressão na lombar e movimentos circulares alivia o desconforto. 
O frio aumenta a intensidade da dor, então, mantenha-se aquecida. Use sempre uma meia.
O chuveiro quente ajuda o corpo e a mente a relaxar e alivia também a dor, tome um banho demorado, 1 hora ou mais. A banheira é recomendado com mais de 7 cms.
Não pense na dor como uma coisa ruim, aprenda a lidar com as contrações, não fuja dela, se concentre no que o seu corpo pede, o que ele quer, e lembre-se isso tudo não é em vão.
São essas contrações que vão trazer seu bebê.
Converse com o seu bebê, deixe que ele saiba que tudo isso também é normal pra ele, e que logo vocês vão se conhecer de uma maneira diferente, e que você mal pode esperar.
Ouça os conselhos da sua equipe humanizada, a sua parteira, a sua doula, o seu acompanhante.
Olhe nos olhos deles e sinta, ouça, VOCÊ CONSEGUE! Mas faça o que o seu corpo quer, ele sabe o que fazer, RESPIRE profundamente e devagar, inspire pelo nariz e expire pela boca.
CONFIE EM VOCÊ E NO SEU CORPO!

9ª Deixe seu macaco agir:
Sim, parece engraçado mas na verdade isso é retirado de um livro de uma parteira super reconhecida chamada Ina May,e ela fala justamente sobre deixar o seu lado primitivo e instintivo agir. Isso inclui tirar a roupa e ficar a vontade, fazer sons, posições, não tenha vergonha nem medo do que vão pensar.
Não fique pensando em remédios, em procedimentos, não fique pensando o quanto falta para dilatar totalmente, não tenha medo de evacuar durante o parto. TODAS as pessoas fazem isso diariamente, pessoas normais, celebridades, princesas. É NATURAL do corpo e a equipe está totalmente acostumada com isso. Não se prenda.

10ª Confie no seu corpo:
Seu corpo instintivamente sabe o que fazer para trazer seu bebê ao mundo. Afinal, ele tem feito isso perfeitamente pelos últimos 9 meses, cuidando desse ser e ajudando a crescer com saúde, sem que ninguém tenha que intervir. Seu corpo não precisa de cursos ou um médico para ensinar como gerar um bebê. Milhões de anos de evolução mostra que o trabalho de parto é controlado pelas partes mais primitivas do cérebro.

Lembre-se que essa ''dor'' é simplesmente uma mensagem para o seu cérebro. Você não está em perigo. E você sabe como controlar essa mensagem, diminuindo e até eliminando. Ensinar seu corpo como fazer isso é a melhor maneira de ter um maravilhoso trabalho de parto onde medicamentos para alívio da dor nem passam pela sua mente. Nossos corpos são especialmente feitos para fazer essa coisa maravilhosa chamado PARTO. Prepare-se também para possíveis intercorrências que a medicina moderna está pronta para atender, uma cesárea necessária é sempre bem vinda.
Mas no final de tudo, sorria, ame e divirta-se com o seu parto. VOCÊ está no controle da sua experiência, dê permissão ao seu corpo para ir além de qualquer inibição e siga o seu corpo.

Cristina Melo é Técnica de Enfermagem e Doula.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Equipe de enfermeiras realiza parto domiciliar

       Em Florianópolis o grupo Hanami, atua desde 2006 realizando parto na residência das famílias. A equipe é formada por enfermeiras obstétricas neonatais que buscavam praticar o parto humanizado que permitisse a mulher participar ativamente do seu parto. Cerca de 170 bebês já chegaram ao lado de cá sob os cuidados das Hanamigas, nome carinhosamente dado às integrantes do Hanami. 
       De acordo com depoimento de Joice Koettker, que é enfermeira obstetra, o parto em casa é muito seguro, e o principal trabalho do grupo é defender essa prática buscando mudar a imagem de que é um procedimento irresponsável. Joice explica que elas são muito rigorosas ao aceitarem fazer um parto "é muito restrito, a gravidez tem que estar perfeita", explica. 
Equipe Hanami durante Colsultão realizado no último dia 18
   Há algumas questões que devem ser levadas muito em consideração, uma delas é não ter receio de procurar outras opiniões, se seu médico se opõe ao seu desejo, troque, ouça outros especialistas. Segundo as hanamigas, se todas as gestantes trocassem de médico a taxa de cesariana iria diminuir muito. Pois, tem muitos profissionais que querem somente fazer cesárias pela comodidade ou simplesmente por não saberem como agir em um parto natural.
    Dados confirmados pela equipe mostram que de 100 mulheres em trabalho de parto apenas 11% tiveram que ir para a maternidade e 9% fizeram cesária por algum motivo relevante. Em momento algum durante cinco anos de atendimento, houve  qualquer complicação, pois o trabalho realizado pelo Hanami é muito sério. 
    Atualmente a equipe composta por sete profissionais está preparada para atender até dois partos simultaneamente. E apesar de o parto ser totalmente natural, por precaução, elas utilizam técnicas não medicamentosas para alívio da possível dor e oxigênio se necessário. Quanto à dor, a equipe alerta, "cada pessoa encara a dor de um jeito, não se pode generalizar e nem se deve comparar com sofrimento". 
      Uma vez por mês é realizado o Consultão no Espaço Hanami que fica na Brinquedoteca BrinQtal, no bairro Santa Mônica, se você tem interesse em conhecer o trabalho das Hanamigas acesse o site www.partodomiciliar.com.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Quem eu devo convidar para assistir meu parto?


Sim, você deve se preocupar com isso. Há quem goste de estar rodeada de amigos, família, ter uma plateia de plantão, outras já preferem mais privacidade, só o companheiro e olhe lá.

Foto: Amanda Greavette
Avalie se quem irá te fazer companhia terá alguma participação durante o processo. Pois, muita gente pode mais atrapalhar do que ajudar. Se sua mãe for contra sua opção, então não hesite em dizer que é melhor que ela não esteja presente. Pois, um simples comentário pode te desconcentrar e deixa-la ainda mais ansiosa.

Se você tiver uma doula, peça a ela que organize o pessoal, distribua atividades. Um arruma a banheira, outro disponibiliza toalhas limpas e assim por diante. Ou diga para seu companheiro o que quer que cada um faça para ajudar e não ficarem ali inquietos, uma vez que o trabalho de parto pode durar muitas horas.

Deixe claro a seus convidados que poderá haver momentos em que você irá preferir ficar sozinha, e que eles deverão entender suas prioridades.

Se você já tem filhos grandinhos, explique com naturalidade o que irá acontecer, e deixe-o assistir esse momento. Não se preocupe em esconder o ciclo natural da vida, ele com certeza ficará muito feliz ao receber o irmãozinho. E saiba que participar de um evento como esse agregará e muito à sua formação, tornando-o um indivíduo menos egoísta e preparado para os acontecimentos naturais da vida.

  

domingo, 16 de outubro de 2011

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Curso Preparando o ninho - com Cris Doula

Você sabia que é comprovado cientificamente que esperar o cordão umbilical parar de pulsar antes de cortá-lo evita que o bebê tenha anemia no primeiro ano de vida?

Essa e muitas outras informações foram temas do curso "Preparando o Ninho", realizado pela Cris Doula. Vários casais grávidos estiveram presentes e puderam entender o funcionamento do parto e como se organizar nesse momento. A Doula esclareceu dúvidas que farão muita diferença na hora H.
O bebê junto da mãe ainda com o cordão umbilical
Dentre os assuntos abordados, Cris falou sobre a importância de a mulher estar bem alimentada durante o trabalho de parto, diferente do que os médicos indicavam no passado. "É fundamental que ela faça refeições leves, pois durante todo o processo ela terá que doar muito de si e para isso tem que estar forte e saudável", acrescenta.
Que o parto é da mulher todos sabem, mas o acompanhante também pode fazer a sua parte. Veja algumas dicas: Não faça perguntas à parturiente, isso a deixará nervosa; esteja disponível, se ela precisar de ajuda irá solicitar; durante as contrações faça massagem em movimentos circulares na lombar, com delicadeza, para que ela possa relaxar.
Cris demonstrando um parto
Outra informação valiosa é, movimente-se, caminhe, isso acelera o parto. E para diminuir a tensão fique um bom tempo em baixo do chuveiro, a água morna é uma terapia.
 Esses são apenas alguns dos assuntos que a Doula comenta durante um pouco mais de uma hora no curso de preparação para o parto. Ainda tem, O que é o parto humanizado; dilatação do colo do útero; as quatro fases do TP; dequitação da placenta e muito mais.
Se tiver interesse em participar,mande um e-mail para cris.sofia20@hotmail.com e fique sabendo a data do próximo encontro, e o melhor de tudo,  é entrada franca!